Ele só queria viajar de avião, mas encontrou um sósia deleReprodução/Twitter
Existe uma famosa lenda de que nós temos um sósia em algum lugar do mundo. Se levarmos em conta a longa história do nosso planeta, acharemos mais. Alguém extremamente parecido com você, principalmente o rosto. Mas quanto disso é verdade?
Apesar de existirem casos como o de William West, para nós é complicado dar crédito a alegações como essa. No entanto, cientistas afirmam que existe realmente a possibilidade de pessoas praticamente iguais a nós existirem em algum lugar do planeta sem qualquer parentesco conosco.
Uma das histórias recentes mais famosas envolvendo achar alguém igual a ele é a de Neil Douglas, que em um voo que saía da Escócia e ia para Londres teve uma surpresa engraçada.
Quando ia pedir para um sujeito que estava sentado no assento dele dar licença, Neil percebeu que estava diante de um sósia. O sujeito tinha a mesma cara dele, até o mesmo corte de cabelo. Era Robert Stirling, que vestia até uma camiseta preta com um modelo quase igual o dele. Eles tiraram uma selfie e ficaram famosos.
Mas a história não parou por aí: Neil e Robert se encontraram fazendo check-in no mesmo horário, no mesmo hotel, e um pouco mais tarde se encontraram no mesmo bar em horários praticamente iguais e haviam pedidos as mesmas bebidas. Dali pra frente eles deram uma pausa e tomaram uma cerveja juntos, um pouco incrédulos com tamanha coincidência.
Histórias como essa são raras, mas existem. E até o momento, poucos cientistas haviam se debruçado sobre a questão. Um deles foi Teghan Lucas, que juntou bancos de dados de fotografias de militares para buscar semelhanças gigantescas entre elas.
Mas, segundo a BBC, os métodos utilizados por ele são exatos demais. Utilizando um algoritmo que mediu as características faciais e a distância entre olhos, nariz, ouvidos e outros dados, ele chegou a conclusão que é "bem difícil" alguém ser exatamente igual a nós". O cálculo dele foi que existe uma chance em 135 de não termos alguém igual a nós.
Mas essa abordagem derrapa na questão de que nossos cérebros não percebem rostos baseados em distâncias exatas, mas sim em linhas gerais de aparência.
A maior prova disso é o projeto "I'm not a look-alike" (Eu não sou um sósia), do fotógrafo francês Francois Brunelle. Ele registra imagens de pessoas muito parecidas, mas que são completos estranhos um para o outro.
Outra questão é o quão comum é seu rosto. Existem o que os cientistas chamam de "rostos médios", com muito mais chances de serem comuns e terem mais sósias. Existe ainda uma hierarquia de informações que as pessoas comuns usam para identificar alguém.
"A maioria das pessoas se concentra apenas em características superficiais [para reconhecer rostos], como sobrancelhas, olhos e estilo de cabelo", afirma Nick Fieller, estatístico especialista em reconhecimento facial, em entrevista a BBC.
Há ainda outros fatores para determinar se você um dia achará pessoas iguais a você. Por exemplo: no Reino Unido, a maioria dos homens têm barba; segundo uma pesquisa local, um em cada seis homens tem a barba cheia. Isso ajuda a explicar Neil Douglas encontrando encontrando uma pessoa igual a ele.
A BBC fez o cálculo e chegou ao número de 74 mil potenciais sósias para cada pessoa no mundo, apenas fazendo levantamentos com características gerais, como cor do cabelo, sexo, olhos, barba e tipo de nariz.
De fato, existe uma grande chance de você realmente encontrar alguém igual a você pelo mundo, mas é preciso ter MUITA sorte, viajar MUITO e conhecer MUITA gente. Se você está realmente preocupado com isso e pretende encontrar seu clone informal, vai ter bastante trabalho.


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